domingo, 19 de fevereiro de 2012

Amor de vinte e poucos

"Você cortou o cabelo?" ela perguntou.
"Não! Por quê? Parece?" ele replicou.
"Não! Não! Está meio diferente, sei lá!"
"Não! Não cortei não..." e foi sentar na poltrona.
"Quer um café?" ela perguntou.
"Não, obrigado! Você vai demorar muito? O filme começa em uma hora e pelo jeito você nem arrumou o cabelo!" ele disse.
"É claro que arrumei! Por quê? Não parece?"
"Parece sim!" sorriu "Estava só brincando!" mentiu.
Ela saiu da sala, ele pegou um jornal e começou a procurar algo que o interessasse.
"Não vai demorar que vai ter fila! Sabe como são esses festivais!" ele gritou da sala. Ela voltou.
"Está melhor?"
"O quê? O cabelo? Mas é claro! Já estava bom antes!" disse alternando os olhos entre o jornal e os cabelos dela.
"Você disse que parecia desarrumado!"
"Eu falei brincando!"
"Vou pegar o secador!"
Ele largou o jornal, levantou e se aproximou "Está ótimo! Deus do céu! Eu gosto assim! É mais selvagem! Fica mais cool!" 
"Esse é seu melhor elogio?"
"Sim! Agora veste logo um sapato que já estamos atrasados."
"Eu não tenho nenhum sapato bom!"
"O quê? Você tem um milhão de sapatos!"
"Mas nenhum que combine com esse vestido... Nem com o cabelo!"
"Você está de brincadeira! Metade das garotas na sala do cinema não estão nem aí com o sapato que elas estão vestindo." ele argumentou.
"Você que se engana! É muito mais difícil seguir essa moda de hoje em dia!"
"Então não siga moda nenhuma!" ele protestou.
"Mas essa é a ideia! Não seguir moda nenhuma, entende? Não seguir nada é seguir alguma coisa! Por isso é tão difícil escolher o sapato certo! Porque não tem sapato certo."
"No final vocês vão estar todas vestindo o mesmo estilo!" checou as horas no celular "Caramba! Estamos atrasados! Veste aquele verde com detalhes de florzinhas que fica bom!"
"Como você sabe que eu tenho esse sapato?" ela se espantou.
"Eu sei lá! Reparei uma vez!"
"Foi você quem me deu de presente, não lembra?"
"É! Isso também! Agora vamos!"
Esperando pelo elevador.
"Por que você insiste em fingir que não liga pra essa coisas?" ela perguntou.
"Que coisas?" ele apertou novamente o botão para chamar o elevador.
"Essas coisinhas fofas! Aposto que você conhece cada sapato que eu tenho."
"Eu sei desse verde porque fui eu quem te dei! Não fico reparando nos outros."
"Fica sim que eu sei! E você às vezes finge que não lembra que me deu tal coisa só pra dar uma de durão."
"É! É isso mesmo!" checou as horas "Depois de você!" e entraram no elevador.
"Grosso!" e fechou a cara.
"O quê? O filme começa em meia hora e a gente nem comprou os ingressos! Depois a gente discute o quão durão eu tento aparentar, pode ser? Agora vamos!"
Na fila.
"Ainda bem que conseguimos!" disse ele aliviado.
"É claro que conseguimos! Ninguém mais quer ver esses filmes."
"Bom... Até que a fila está grande! Hei! Olha ali! Uma menina vestindo o mesmo sapato que você!"
"Onde? Ah! Que droga! Eu sabia que devia ter vestido outro." disse se escondendo atrás dele.
"Pare de besteira! É só um sapato! E outra, o seu cabelo é bem mais selvagem que o dela! Você está muito mais cool!"
"Você adora essa palavra, né? E vá pro inferno! Meu cabelo está ótimo! Melhor que o seu!"
"Como assim? O meu está super cool!"
"De novo! Enfim, você devia dar um aparada nele! Sei lá..."
"Você sempre disse que gostava dele assim!"
"Sim! Eu gosto, mas não sei! Talvez tenha crescido muito, não sei!"
"Eu gosto dele assim!"
"Você é preguiçoso, isso sim!"
"É! É isso mesmo!" disse acompanhando a fila que começava a andar "Depois de você!"
E entraram na sala escura.

Antoine et Colette (François Truffaut, França, 1962)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Lembrança

Saudade. O que é?
Deve ser o cheiro ou a lembrança ou a lembrança do cheiro. Ou o cheiro que traz a lembrança?
É lembrar do nosso jeito, os dias em que as coisas aconteceram. Saudade talvez é lembrar de várias coisas e misturar tudo numa lembrança só fazendo um redemoinho sólido de algo em que só colocamos as coisas boas que nos apetecem. Dos altos e baixo que vivemos, somente os altos. Que os baixos caiam no esquecimento, mas não sumam da memória.
Lembrar não é refazer, muito menos reproduzir. Lembrar é escolher, decidir. É interpretar.
A música te faz lembrar, o embalo, o toque, o carinho e também o cheiro (ato e substantivo). E das lembranças extraímos aquilo que nós faz humanos. O registro é humano, mas não a razão. A lembrança é humana e é a lembrança que nos atravessa quando ouvimos, vemos ou sentimos (o cheiro).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Barulhos e cores

As máquinas tilintavam por dentro devido às peças de metal embutidas nas roupas que giravam. Pegou o cesto e procurou uma máquina vazia onde despejou as roupas, o sabão, o amaciante e o toque final que havia recebido de uma amiga que há anos já praticava tal ritual: o desinfetante. Não desses de limpar o chão, mas um especial para roupas que você coloca no lugar do alvejante e as peças ficam mais protegidas dos vestígios microscópicos de tantas outras anônimas que visitam o local. Toda a filosofia desceu pelo tanque ao perceber que esquecera o produto.
Parou por um instante observando sua máquina.
As outras tilintavam. 
Optou pela lavagem mesmo assim. Lia seu livro durante o ciclo e volta e meia aparecia alguém, mas ninguém interessante o suficiente para chamar sua atenção. Quando levantava os olhos para descansar a vista, estudava as outras roupas nas outras máquinas. Algumas rodavam tão rápido que mal conseguia distinguir as cores das peças. Lembrou das aulas de ótica no colégio. Tudo que via era um borrão cinza "Mas não era pra ser branco?" pensou.
Ao lado de sua máquina, o ciclo ia terminando e a força centrípeta já não mantinha as roupas nas paredes. Coloridas. Vermelho, verde, rosa, amarelo. Quem seria o dono de tais peças?
"Centrípeta ou centrífuga?" perguntou para si mesmo, mas a memória não lhe respondeu.
Voltou ao livro e ao conflito das personagens. A cena colocada, personagens presentes e o conflito em jogo. Baixou o livro para ver novamente e percebeu que o borrão cinza (que devia ser branco) começava a ganhar cor.
As máquinas tilintavam e a sua parou. Levantou-se, deixou o livro num canto junto ao amaciante e o sabão, tirou as roupas da máquina sem se importar com as peças pequenas que caíam no chão vez ou outra. Tudo recolhido, levou-as para a secadora. Mais um ciclo.
O plano era terminar o livro ali mesmo. Faltava pouco, mas logo a secadora também parou e o epílogo ficou para aquela mesma noite, na cama, angariando forças para trazer o sono que andava tão desequilibrado. 
Juntou as peças no cesto novamente recolhendo sem muita preocupação as que caíam no chão involuntariamente arrastadas pelas peças maiores. Juntou livro, roupas, sabão e amaciante no mesmo cesto e retirou-se deixando apenas o silêncio que constantemente era interrompido pelo tilintar das peças de metal embutidas nas roupas que giravam.

Ouvindo "Canção do Amanhecer" com Tom Jobim e Edu Lobo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Enquanto isso, na terra da liberade... [Primeiras Impressões]

Deixe-me falar um pouco sobre os Estados Unidos da América. Essa terra tão próxima, mas tão distante.
Essa duas semanas aqui já me fizeram quebrar alguns mitos e ratificar alguns pontos de vista que já pairavam na minha mente antes mesmo de colocar os pés em solo estadunidense. Os americanos são distantes, não suportam contanto físico com quem não conhecem direito, tratam você como anônimo até saberem quem você é. Tomo como base alguns que conheci pelos cantos, mas obviamente as exceções sempre aparecem. Quando falo que sou brasileiro, a expressão que mais ouço dos universitários é "Awesome!" (meio que um "Animal!") e fica por isso mesmo. Os professores me surpreendem com um "Great! Enjoyng the classes so far?" ("Ótimo! Gostando das aulas até agora?") e também fica por isso mesmo. O fato de eu ser um intercambista não faz muita diferença por aqui já que a Universidade é recheada de gente do mundo todo. Entre meus "colegas de intercâmbio" estão polonoses, holandeses, suecos, árabes, ingleses, espanhóis, sem contar os outros intercambistas que já estavam aqui no ano passado: franceses, irlandeses, austríacos e, vejam só, brasileiros! Não é grande coisa ser estrangeiro por aqui e estou levando isso pelo lado positivo! Fala inglês? Bom, então mãos à obra! E fora que não fico preso aos esteriótipos típicos do brasileiro sambista, jogador de futebol e fazedor de caipirinha. Maldita (ou bendita) hora em que colocaram um mexicano para dividir o quarto comigo. Já nos autointitulamos "The Latino Force" e nos demos bem logo de primeira com as piadas, não necessariamente as piadas, mas o jeito de encarar o mundo e as pessoas! Sempre rindo da nossa situação de subdesenvolvimento dando-nos permissão para rir dos europeus que, no geral, levam tudo numa boa. Vamos encarar que sair do conforto do seu país, da sua família e amigos para passar um tempo num lugar totalmente diferente requer no mínimo um pouco de mente aberta, não? E é isso que a galera tem demonstrado por enquanto, até a menina árabe que não pode estar na presença de homens sem seu véu.
O frio é intenso! Já até me acostumei! Agora o Sol raia lá fora, mas os termômetros marcam 12°C e podemos considerar isso uma tarde fresca de inverno.
Minhas aulas têm seguido bem. São quatro matérias, duas sobre História e Cinema, uma sobre Documentários (mais prática que teórica) e outra sobre as origens do modernismo. Cada professor tem seu jeito, uns mais paranoicos checando a todo momento se nós lemos os textos ou assistimos aos filmes, outros mais tranquilos, maneirando nas avaliações. Nada muito diferente da USP, com exceção de que o curso de História na USP é dividido em longas aulas uma vez por semana enquanto que por aqui as aulas são quebradas duas ou até três vezes por semana, com exceção de "História dos Filmes" ministrada somente às terças num auditório enorme. Foi nessa que, de repente, um homem de meia idade  entrou com uma mochila nas costas vestindo um capacete de ciclista e começou a falar sobre cinema do pós-guerra. Era o Prof. Jones! Que nem o Indiana!
Enfim, não vou escrever muito mais pois ainda há muito para acontecer. Só quero registrar minhas primeiras impressões por aqui e dizer que SIM, o café daqui é horrível, mas os Donuts são fabulosos e não se enganem, meus concidadãos, achando que aqui tudo é mais barato e lindo! Com certeza, os eletroeletrônicos saem bem mais em conta, mas alimentos e coisas do consumo cotidiano saem pelo mesmo preço se convertidos em reais. A mistura que geralmente pedia no Starbucks no Brasil sai pelo mesmo preço por aqui! A cervejinha, se for americana, sai por um preço mais camarada, mas nada muito diferente dependendo de onde comprada. Sucrilhos? A mesma coisa. Leite? Também...
Até os lanches do Subway são compatíveis, logo, como não vou comer iPods nem beber laptops, vou ter que ficar bem atento aos preços das comidinhas e guloseimas por aqui pois algumas vezes, essas saem até mais caro do que na terrinha natal!

No mais, fico por aqui que preciso correr pra minha aula! Pretendo postar tirinhas sobre minha vivência no De Segunda, que está meio esquecido pois ainda estou me adaptando às coisas por aqui, mas ainda assim, não esperem que eu fique grudado no computador todo o sempre. Descobri que ficar visualizando sempre as atualizações do facebook me deprime por uma série de motivos então resolvi criar o hábito de ler bestsellers sempre que passar mais de meia hora na frente da rede social. Nessa brincadeira, estou terminando "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" que, odeio admitir, mas entretém um bocado. Sem falar que só se vive a cidade e a Universidade andando por ela, assim já achei um sebo e uma loja de quadrinhos por aqui! Pronto!

É isso!

Abraços e boa semana a todos!

Ouvindo "Cat People (putting out fire)" com David Bowie.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tiras em outro canto

Procurando as Tiras de 2ª?

Agora elas serão postadas no www.desegunda.com.br

Aproveite!

Abraços

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Egocentrando + Última Tira de 2ª



Agora é oficial! Essa é a 51ª e última Tira de 2ª!
Mas antes que os corações aflitos se apertem e alguns olhos se encham de lágrimas, que fique claro que é a última tira aqui nesse endereço.
Só preciso repostar todas as tirinhas no novo endereço e marcá-las cada uma de acordo com o tema. Além de criar uma identidade visual e essas coisas de publicidade.

Minhas aulas de desenho acabaram. Foi um ano e tanto e aprendi muita coisa naquelas sextas em que meus amigos imploravam para que eu os acompanhasse nos bares e eu dizia que tinha aula de desenho.
Apesar de perder bons porres e, diga-se de passagem, alguns encontros interessantes, as sextas na Quanta valeram a pena. Peguei muitas dicas e percebi que, na real, o segredo está em praticar. E isso em todos os sentidos e todos os campos. Óbvio, não? Eu sei...
Por isso que no novo site vou colocar mais coisas, mais produções, rascunhos, o que der na telha. Além da Tira de 2ª, me sugeriram de fazer umas tirinhas especiais sobre minha vivência nos EUA.

Quem sabe?

O ano vai acabando, meu aniversário vai chegando e a data de partir para a terra do Tio Sam também. O frio na barriga é natural e o exame de consciência vem com tudo nessas minhas tardes preguiçosas.

Comentem suas impressões!

Espero que tenham uma boa semana!

Ouvindo "Frank Sinatra" com Cake

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sintomas da velhice...



É... Meu aniversário chegando... Preciso revisitar as resoluções de ano novo do ano passado e ver o que eu cumpri. Aproveito pra bater um lero com o Cayo de um ano atrás e mostrar pra ele o que mudou.

Essa foi minha 50ª tira de 2ª! Loucura, né?
Hoje fui ativar o site para poder estreá-lo, mas fiz alguma besteira e a estreia fica mais uma vez adiada. Acho que meu sobrinho de três anos deve saber mexer melhor nisso aqui do que eu!
Enfim! Boa semana a todos!

Ouvindo "Ilegais" com Vanessa da Mata.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Clint e Cauby



E você esperando mais uma tira sobre minha vida amorosa, hein?

No encontro com Liniers, perguntaram por que ele não tinha personagens fixos e ele respondeu que não queria cair no mesmo erro do Quino que, ao desenhar só a Mafalda, entrou em crise por não conseguir tirar mais nada daqueles personagens que foram criados num contexto X e não sobreviveriam mais num contexto Y. Fiquei pensando nisso, sei lá.

Nesse final de semana fui ao show do Cauby Peixoto no SESC Pompéia. Foi um barato! O homem está mais pra lá do que pra cá, mas a voz continua nos trinques. A média de idade da platéia devia ser de uns 120 anos, mas foi muito bonito ao final todo mundo cantando "Conceição" em coro enquanto o mito cumprimentava as senhoras que lhe estendiam a mão.
Outra novidade é a mostra com a filmografia do Clint Eastwood que começa amanhã e vai até o fim do ano no CCBB de São Paulo. Vou aproveitar meu tempo livre para assistir aos filmes que ainda não vi. Uma pena que nem todos estão em 35mm, mas tudo bem.

É isso!

Um abraço e uma boa semana a todos!

Ouvindo Sinatra com "I've Got You Under My Skin"

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ex-namoradas na Rua Elm



Era pra ser uma tirinha sobre meu encontro com o Liniers na sexta passada, mas a ideia acabou empacando e dai saiu essa ai que eu já tinha pensado há um tempo atrás depois de dormir no meio dum filme de terror.
Talvez ainda desenhe sobre o encontro, enfim... Foi bem legal!

Hoje avisei no meu emprego que vou viajar no ano que vem. Aceitaram numa boa e pediram para eu manter segredo para os alunos, então, se você é meu aluno e está lendo isso, guarde para você e eu te dou um chocolate no último dia de aula!

Ah! A tira saiu atrasada justamente por causa da trabalho e da faculdade, mas no final tudo se encaminhou.

Essa é a 48º tira de 2ª e estou pensando seriamente em estrear o novo site com a 50ª, sei lá...
Um camarada me propôs um projeto bem legal e parece que vai ser engraçado. Faremos por diversão e vamos ver no que vai dar, certo, Sanzio?

É isso! Abraços e boa semana a todos!

Ouvindo Cat Power com "I Believe In You"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que não dizer à uma mulher de TPM



Não sei se perceberam, mas ultimamente as tirinhas tem tido um assunto comum: relacionamentos. Quando digo "relacionamentos" não me limito a namoro, ficadas, aventuras e otras cositas mas e sim às relações que travamos diariamente com o mundo e as pessoas que nos cercam. Viver não é fácil, amadurecer não é fácil e como já diria Harvey Pekar "a vida comum é um baita negócio complexo..." por isso as tiras de 2ª vão sempre ter essa cara de "acho que isso a aconteceu comigo" porque com certeza já aconteceu mesmo e não é pretensão minha achar que entendo das coisas, mas justamente o contrário. Por não entender nada é que desenho uma ou outra coisa sempre tentando ver essas tragédias diárias de um jeito engraçado (eu tento).

O blog vai mudar para um outro endereço onde poderei além de postar as tradicionais tiras de 2ª, também colocar outros trabalhos (testes na verdade) que serão bem diferentes do meu convencional traço amador e quem sabe até uma "Tira de 5ª"?

A novidade é que no primeiro semestre do ano que vem, postarei de terras estrangeiras. Não sei como vai ser no começo pois vou ter que achar um escaner por lá, mas isso é o menor dos problemas. Vou fazer um intercâmbio pela faculdade e lá na terra do Tio Sam cursarei algumas matérias que relacionam cinema com História.

Tirei meu visto quinta passada, causo que rende algumas linhas pra contar, mas que ficam prum outro dia.

Passagens compradas, vacinas tomadas, tudo arranjado, só preciso fazer a barba e cortar o cabelo para parecer menos árabe. Como venho dizendo para os amigos mais próximos, a ficha não caiu ainda, sei lá... Nunca passei tanto tempo longe do Brasil, mas creio que vai ser tudo tranquilo. Há tempos que não moro com minha família então no quesito "independência" acho que consigo me virar.

Bom, com o tempo vou dando mais detalhes e imagino que até semana que vem o blog com as tirinhas já esteja em outro canto.

Já ia me esquecendo! Nessa sexta terei o prazer de assistir no SESC Pompéia à uma palestra do Liniers, grande cartunista argentino linkado nesse blog autor das tiras Macanudo! Quem não conhece, é bom conferir!

Abraços a todos e boa semana!

Ouvindo Novo Baianos com "Acabou Chorare"