domingo, 29 de agosto de 2010

Nesse buraco

Sabemos que nossa vida não é um filme, mas por vezes queremos que as coisas aconteçam no ritmo de um. A espera de uma resposta, que um filme nos conforta com uma breve passagem de tempo com uma música triste que dura dois minutinhos, na vida real esses minutinhos são horas e por vezes dias. Há também a possibilidade de a resposta nunca vir e essa sensação (essa possibilidade de ela nunca vir) é o que dói mais.
E dai esquecemos, damos valor a outras coisas, vamos a outros lugares, começamos e levar nossas vidas conformados com a não-resposta e de repente a resposta, ou mesmo o contato, vem. Aparece de repente! E aquele sentimento que estava reservado somente a momentos distraídos em que nosso coração invadia o cérebro enchendo-o de angústia torna-se algo constante que nos persegue o dia inteiro. E nos faz pensar naquilo a todo momento e mesmo quando tentamos dormir, a coisa aparece nos sonhos. E se for um sonho bom, ficamos deprimidos pois a realidade passou longe daquilo. E se foi um sonho ruim, ficamos ainda mais angustiados imaginando que aquele sonho possa ser realidade.
E as pessoas perguntam "Está tudo bem?" e a gente responde um sim doído entregando facilmente a mentira e assim esperamos que a pessoa com quem falamos nos dê um conselho ou mesmo um ombro amigo. Nem sempre acontece!

Fato é que esses dias quentes e secos têm me deprimido e tenho a ligeira impressão de que o ano está acabando e pouco do que  tinha me proposto eu consegui fazer e das coisas que efetivamente fiz, tenho medo de tê-las feito de modo errado com consequências irreversíveis. Mas para saber se foi certo ou errado, não poderei contar com uma musiquinha triste de dois minutinhos.

Ouvindo Cat Power com "In This Hole"

Chargezinha que fiz num post-it quando queria me esconder de todo mundo.