quarta-feira, 24 de novembro de 2010

E se?


Ouvindo "They can't take that away from me" com Ella e Louis.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Coisas que só podem te acontecer se estiver solteiro...
















Daquelas que saem no post-it...

Amanhã, se o Photoshop aparecer, posto uma menos sem vergonha.

Ouvindo "Walk of Life" com Dire Straits.

domingo, 7 de novembro de 2010

Quando a vida imita a arte...

Qual é aquela sensação de medo de altura?
Vertigem? 
Sim. Aquela quando a gente olha para baixo de um lugar bem alto e é tão alto que a gente fica tonto. A gente sabe que está lá seguro no parapeito, mas sente uma coisa estranha que parece que vão nos empurrar ou vai bater um vento forte e o fim será certo. Dizem que tem a ver com os ouvidos e a falta de equilíbrio, mas não sei. Como no filme "Um Corpo Que Cai" (Vertigo) de Hitchcock em que ele faz uns efeitos loucos com a câmera e o cenário para dar a mesma impressão de vertigem à platéia nos idos finais dos anos cinquenta. A mesma impressão que tem o personagem principal interpretado pelo bonitão James Stewart, um detetive que sofre de vertigem (vertigo do nome original) depois de quase cair de um prédio numa perseguição, e que desde então passa mal até pra subir num banquinho.
Talvez a vertigem que o assola não seja só a de altura, mas também da impossibilidade de resolver o caso que atravessa o filme e que só vai se resolver nos minutos finais com uma cena inesquecível, algo comum do diretor que é especialista em cenas marcantes.
E quem nunca sentiu essa vertigem na vida antes? Aquela sensação de que não tem nada em frente e ficamos meio tontos com tudo isso. A sensação de que não há resolução para nosso caso. De que não tem mais ninguém no mundo que nos entenda e que todos aqueles que nos entendiam estão ocupados demais ou distantes demais. E a vertigem que dá é a sensação de impotência. De não poder fazer nada a não ser esperar e ver no que dá.
E o mais engraçado (ou trágico?) é o mesmo sentimento que nos assola quando nos sentimos assim, em vertigem. É a fala do "levanta! vai viver a vida!" contra a fala do "tá bom! já vou! mas me deixa aqui um pouquinho comigo mesmo! Me deixa com meu choro calado e minhas mandingas que hão de me curar!"
Esperar é mais racional que querer respostas imediatas. A racionalidade pode machucar às vezes, mas pense na não-correpondência de um sentimento puro. A que pode levar? 
Na realidade, tal ato leva à espera, uma vez que o sentimento puro é tão sublime que sucumbe à espera e se mostra tão racional quanto ele mesmo. O problema da espera é a vertigem.
Não saber onde vai dar é o que torna as coisas tristes ou bonitas?
Meus vinte e poucos anos ainda não sabem me responder. E nem querem.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O fim

Finalizando a série Saco-cheio.

Descontraídos num café.
Ele: Por que não conseguimos esquecer o primeiro amor?
Ela: Não sei... Eles marcam todos nós.
Ele: Pena que os nossos não coincidiram, não?
Ela: É... Uma pena...
E foram cada um para seu lado.

Ouvindo João Gilberto e Stan Getz com "É Preciso Perdoar"