quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tira de Segunda na Quinta?



Olá, amizades!
Não resisti e postei essa hoje mesmo! Espero que tenham gostado e espero realmente que não tenha ofendido nenhum amigo que faça uma dessas coisas (ou que goste de Jornada nas Estrelas).
Desenhei ontem e colori hoje e não tinha por que esperar até segunda uma vez que a ideia da próxima já está no meu forno cerebral.

Pois bem, mudando de assunto, mas ainda no mesmo tema, imaginem várias tirinhas sofisticadas com traços de rascunho sem nenhuma fala, mas expressando ideias como se os personagens gritassem.
Esse é o livro "Ordinário" do Rafael Sica.
Cenas urbanas, cotidianas e silenciosas traçadas num perturbador preto e branco. Perturbador e foda!


Um abraço e até segunda!

Ouvindo uma versão de "My Moon My Man" com a Feist.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

As Aventuras de JC na pós-modernidade [2 e 3/3]

Como prometido:
(Clique na primeira para ver em tamanho original)



Olá, personas!
Semana que vem, vocês saberão como a humanidade lidará com o apocalipse zumbi! Aguardem!

A segunda aula do curso de desenho foi bem mais produtiva. Altas dicas e muito treino. Uma das frases do professor que marcaram foi "A primeira ideia é sempre a pior!"
Ele quis dizer que antes de jogar no papel o que pensou, é sempre bom dar uma planejada. Isso faz todo sentido. Com o tempo, vou aprendendo a me desprender das primeiras ideias e vou planejando mais.
Uma coisa que fiquei divagando também foi sobre essas tirinhas. Dificilmente vou mudar os traço delas, no entanto, espero que com o curso e o tempo, possa melhorar todo esse lance de perspectiva, posicionamento de personagens, essas coisas. Além das tiras, vou tentar também desenvolver um traço mais autoral (cof! cof!) fugindo do cartoon. 
Enfim... Isso vamos vendo ao longo do ano.

Um abraço e boa semana a todos!

Ouvindo meu querido Frank Sinatra com "The Way You Look Tonight"

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A ganância é dentuça?

Hoje estava preparando minhas aulas de História e fui atrás de umas imagens pra mostrar para os alunos. Tenho uma caixa cheia de figuras que fui colhendo ao longo da vida julgando que algum dia elas seriam úteis para alguma coisa, fôsse para aulas (eu já sabia que seria professor?) ou para decorar objetos e coisas (vocês precisam ver minha mesa de bar decupada com um monte de fotos de revistas que fica na varanda aqui do apê acomodando minha pimenteira e meu manjericão).
De qualquer maneira, achei no meio da bagunça essa tira do Penadinho de um humor negro bastante sofisticado uma vez que o público alvo são crianças.

A imagem é um scan de uma cópia do original colorido que à época pertencia a um amigo meu que estava testando sua mais nova multifuncional. Resolvemos testar a função "xerox" com a primeira coisa impressa que encontramos. Malandro que era, resolvi pegar a cópia pra mim sabendo que um dia poderia usá-la.
Fiquei pensando nas proporções que o Maurício de Sousa tomou. Dia desses, na livraria, achei um livro-homenagem ao Maurício com cinquenta releituras de seus personagens por artistas como Angeli e Laerte. Um tempo depois foi lançado o MSP+50 (Mauricio de Sousa por mais cinquenta). 
Achei a ideia um barato, meu cartão de crédito deu uma palpitada no bolso, mas eu me controlei. Um dia comprarei, mas não preciso deles agora, e outra, o Maurício teve lá sua importância na vida de todo mundo que quer trabalhar com desenho, permeou gerações e gerações, mas a coisa não ficou grande demais?
Quando vejo o "Mônica Jovem" na banca não fico triste, mas bate aquela angústia de pensar que um dia, o setor de marketing se reuniu com o autor da dentuça e disse "Maurício, precisamos reinventar a turma!" e tenho certeza que os cifrões brilharam nos olhos dele e a ideia foi mais que aceita. 
Tudo isso me faz lembrar duma feira de livros em que ele estava lá e fui humildemente pedir um autógrafo (eu ainda era adolescente e besta), mas só ganhava o 
tal quem comprasse um livro que devia custar uns trinta reais que na época pra mim era dinheiro para uns seis meses. Fiquei tão injuriado que quase chutei as estantes, mas me contentei com um murmúrio solitário.
Até reconheço a importância dele na história dos quadrinhos, mas vale colocar na balança o velho safado capitalista e interesseiro e o cara que teve a ideia de retratar a infância e seu cotidiano de uma forma leve e engraçada nos anos sessenta. Mas se for pra falar de infância, ainda prefiro Charles Schulz, Ziraldo e Quino, esse dois últimos com particular foco numa crítica social mais pesada e inteligente, coisa que o Maurício resume a manuais ilustrados do estatuto da criança e do adolescente.

Bom final de semana a todos e até segunda com as dua tiras do JC!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As Aventuras de JC na pós-modernidade [1/3]



Essa é a primeira tira da trilogia "As Aventuras de JC na pós-modernidade". 
Vou ver se lanço as outras duas de uma vez segunda que vem.
Pois bem, fui ter minha primeira aula de desenho na última sexta-feira e é claro que foi um desastre. A galera já desenhava horrores e eu lá, suando a camisa pra desenhar um cubo e um cone! Acredito que com o tempo a coisa vá melhorando. Roubei um caminhão de brinquedo do meu sobrinho para poder treinar observação. Depois de muitas lágrimas, expliquei para ele que ele teria participação fundamental da minha carreira e que no futuro, eu diria nas entrevistas que meu sobrinho me ajudou a embarcar no mundos dos desenhos. Ele parou de chorar, me deu um abraço apertado e disse que entendia. Pelo menos foi o que pareceu.
Aliás, já perceberam que os bebês falam uma língua que só as mães entendem?
Em determinado momento do final de semana, minha irmã travava um diálogo sério com ele, mas eu só ouvia um monte de "táta". Vai entender!

Enfim... Tenham todos uma ótima semana!

Ovindo "Highway to Hell" com AC/DC em homenagem ao JC.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Los días pasan...

Nesse final de semana, passei na casa de uns amigos e encontrei o Leo Fanelli, ilustrador que manda muito quando o assunto é desenho infantil. Viciado que estou em photoshop, dei um mega fora quando peguei um trabalho dele solto pela casa (ao lado) e perguntei "Qual é o tipo de papel que você usou para a impressão, Leo?" ao que ele respondeu ignorando minha questão "Não é uma impressão! Foi feito à mão! Em aquarela!" 
Tentei fingir meu constrangimento falando o quão foda tinha ficado, como ele era bom e de que eu queria ser que nem ele quando crescesse.
Enfim, tudo isso pra falar que enquanto lutávamos pelos últimos coraçõezinhos de frango recém assados na bandeja, ele soltou uma boa piada sobre Jesus Cristo e sua capacidade de multiplicar as coisas que ficou martelando na minha cabeça. Hoje acordei com umas três ideias pra tiras diferentes e decidi desenhar uma delas pra alguma segunda, mas enquanto isso, fiquem com essa prévia que fiz hoje durante uma palestra que prendia muito minha atenção.










Pelo menos a palestra falava de pessoas que são multi-tarefa, tipo eu, que ouço música e ando de ônibus ao mesmo tempo sem perder o sono, sacam?

Diquinha da semana:

"El Estafador" é uma revista de quadrinhos eletrônica em espanhol desenhada semanalmente por caras como Adão e Liniers.
"As Ex" são o tema imperdível dessa semana! Atenção especial para as tiras do Tute!

É isso! Um abraço a todos e que a semana termine em paz! 

Tentem não derreter até segunda!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dimensões paralelas...

(Clique na imagem para aumentar)

Aos quarenta e cinco do segundo tempo, cá está a tira de segunda!
Um pouco ambiciosa, admito!
O fato de eu sempre lembrar da minha irmã com um All Star branco não tem nada a ver com a tira!
Saudades da minha família...

Essa semana será cheia!

Aos amigos que não sabem, comecei a dar aulas de História num colégio na zona sul e estou curtindo bastante. Continuo com as aulas de inglês e tentando desenhar nas horas vagas. Aliás, começo meu curso de desenho na sexta-feira e espero que este me ajude a ajeitar meu traço e fazer uma coisa mais profissa!

Quem sabe?

Um abraço e boa semana a todos!

Ouvindo "Saiba" com Adriana Partimpim.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como uma colcha


Páginas e mais páginas com desenhos de árvores, paisagens e coisas que a gente acha interessante enquanto viajamos de carro. Um primeiro amor, um primeiro beijo e as memórias de uma infância reprimida pelos pais e pela culpa cristã, porém semeada de alguns momentos bons que ficam na memória compensando as torrentes de momentos ruins. São esses detalhes que compõem "Retalhos", romance ilustrado autobiográfico que comprei junto com o livro do Caeto que falei no último post com um descontinho bacana.
Os traços são belos e o preto contrasta com o branco da neve tão presente na vida de Craig Thompson, autor e personagem da obra que conta com muita delicadeza sua história desde a infância até o início da vida adulta. 
Um relato sincero e extremamente poético que vale a pena ser conferido apesar de, por vezes soar um tanto pedante e exagerado, característica mais que comum em qualquer adolescente, especialmente num adolescente tentando criar uma identidade própria num mundo cheio de paradoxos. 
Enquanto "Memória de Elefante" encanta na espontaneidade com que os fatos são contados, "Retalhos" encanta na idealização das lembranças deixando a dica de que nem tudo o que lembramos realmente aconteceu daquela forma, mas que vale a pena relembrar os bons e maus momentos mesmo que estes tenham sido temporários.



Ouvindo "The Very Thought of You" com Nat King Cole.