segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que não fazer no primeiro encontro



Fiz essa tira baseando-me em relatos reais de amigas.

Primeiros encontros são sempre divertidos pois nunca sabemos no que vai dar apesar de termos tudo já meio que planejado na cabeça e creio que os minutos iniciais são sempre reveladores.

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Descobri esses dias que minha amiga Vivian Carvalho está de blog novo. Inspirada, eu imagino, pela ideia de Julie Powell de preparar todas as receitas do livro de Julia Child em tantos dias, ela resolveu escutar e resenhar todos os discos do livro "1001 discos para ouvir antes de morrer" e da última vez que conferi faltavam 970 discos e 484 dias.
A ideia das receitas rendeu um filme da Norah Ephron que seria bem chatinho não fosse a atuação impecável da Meryl Streep. Quem sabe a Vivis não vai parar no cinema também?

Vale a pena conferir as opiniões no 1000eum com suas resenhas sempre bem escritas e geralmente uma palhinha de cada disco ao final de cada post.

Abraços e boa semana a todos!

Ouvindo "Façamos (Let's Do It)" com Chico Buarque e Elza Soares.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Poesia ilustrada




Dia desses, enquanto eu me lamentava sobre a vida para uma amiga, ela virou e disse "Eu sei que pode parecer clichê, mas o melhor dos remédios é o tempo" ao que eu completei na minha mente com esse célebre poema do Mario Quintana que ouvi pela primeira vez de um professor quando tinha lá meus dezesseis anos.
No fundo, sou contra ilustrar poemas e ficava me perguntando se deveria fazer isso enquanto desenhava, afinal, poema é poema. Do mundo para a cabeça do autor, da cabeça do autor para o mundo, do mundo para nossas cabeças e nada mais cruel que ilustrar as belezas que podem surgir à mente de cada um que lê um poema, um conto, um romance.
"Mas posso fazer releitura?" perguntei-me ao finalizar o desenho posicionando-o no escaner.
"Acho que pode..." respondi pra mim mesmo.
E aí está minha releitura. Espero que gostem...

Abraços e boa semana!

Ouvindo "Qualquer Coisa" com Caetano.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bloqueio de cartunista


Isso já aconteceu antes. Aqui e aqui.

É tanta coisa pra falar, mas depois de um tempo desenhando e editando a tira no photoshop, me bate um cansaço e me faltam palavras. Não sei como colocá-las aqui de modo conciso e dai acabo deixando pra semana que vem. 
Bom, de qualquer maneira, o essencial é a tira. O que acharam dos trabalhos renegados?

Paris sempre em cena! Tenho certeza que quando for pra lá, vou achar tudo um saco. Diferentemente do Sr. Woody Allen que em filmes muito anteriores a "Meia Noite em Paris" já demonstrava seu fascínio pela "cidade luz" e pelos franceses, o que chega a ser até meio tosco, não? Aquele jeitão americano bobo de ser que olha tudo que vem fora da "América" com cara de "Nossa! Vocês são capazes disso?"
Enfim, para confirmar o que digo, é só assistir aos divertidos "Todos Dizem Eu Te Amo" (1996) e "Dirigindo no Escuro" (2002).

Por enquanto, estou satisfeito com o cartão-postal que receberei de uma amiga que vai pra lá mês que vem financiada por muito dinheiro público fruto dos nossos impostos! Dinheiro meu e seu, Brasil!
O mínimo que merecemos é um postal!

Um abraço e boa semana a todos!

Ouvindo "La Vie en Rose" com Louis Armstrong.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cantadas furadas que dão resultado



Ainda escrevo um livro (sob um pseudônimo, é claro) de como certas respostas e/ou cantadas resultam em saldos positivos por mais banais e infantis que possam parecer.
Essa tira eu pintei com guache na minha eterna busca por tentar fazer coisas diferentes. Lembrou-me de quando eu coloria com lápis de cor (ainda volto com eles) mas ainda não sabia tratar no photoshop.

Ainda não tive tempo de me dedicar ao site, mas em breve ele sai. Em breve também trago notícias boas sobre minha pessoa.

Abraços e boa semana.

Ouvindo "It Ain't Me Babe" com Bob Dylan.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sobre dúvidas e dores...



Certa vez ouvi numa aula que a raíz "cri" significa divisão ou separação. Dai a raíz da palavra "crivo" que divide ou mesmo "crítica" que divide, entre muitas aspas, o certo do errado ou o bom do ruim.

Seria "crise" parte desse grupo?

Quem nunca passou por uma crisezinha qualquer?
Um amor não correpondido, um chefe intragável, aquela falta de dinheiro na hora do aperto. Quem nunca se viu diante de uma crise? O mundo pode estar explodindo, mas nessa hora a crise é tudo para você e, com o perdão do verbo, foda-se o resto.
Se as crises também dividem, elas são responsáveis por verdadeiras passagens em nossas vidas. Verdadeiras divisões. São delas que saimos amadurecidos, fortalecidos e diferentes.
Não! Não! Não estou bancando o autor de auto-ajuda dizendo que as crises são boas para a superação e que essa sua crise banal só vai te ajudar a ser uma pessoa melhor! Não! Longe disso! Só pontuei o fato de que crises são sinônimo de mudança e a História está ai para não me deixar mentir. A questão é que se qualificarmos a mudança, cairemos no erro crítico (de novo) de achar que mudamos para melhor ou pior depois de uma crise quando na verdade a simples mudança não trará coisas boas ou ruins, mas sim novos ares, novas ideias e obviamente novas crises, pois o ser humano está em constante mudança e, portanto, constantemente em crise. Ou seria o contrário?
Agora pergunto aos meus amigos poliglotas: "cri" não é também sinônimo de "chorar" em francês? Aquele choro doído quase que um grito? Se for, tudo só faz mais sentido.

Choremos sobre nossas crises e brindemos à mudança!

Abraços e boa semana a todos!

Ouvindo "Futuros Amantes" do Chico.